quinta-feira, janeiro 24, 2013
Pensamentos e preces.
Finalmente, depois de muitos dias, talvez meses, eu consegui um tempo e um lugar para acertar o ritmo do meu coração, que anda meio descompassado e acabou desafinando minha cabeça também. Entre acordes e repiques em tons e melodias diferentes o turbilhão de pensamentos e sentimentos confusos tomou conta dos meus dias, da minha vida.
Essa fase que tenho vivido de extremos não é fácil, embora eu saiba que será enriquecedora como é todo desafio. Me senti triste como havia muito tempo não me sentia, mas é como li recentemente: a tristeza tem seus motivos, tem suas vantagens, te leva a uma reflexão tão profunda que provavelmente alguma grande mudança sairá dali. É a lei da sobrevivência.
Esse ano também vivi os dias mais felizes e emocionantes da minha vida. Mais do que dias divertidos, vivi dias do Encontro. Foram incontáveis e tão extremos os sentimentos que tem me tomado que os pensamentos borbulharam em minha cabeça. Demoraram a se transformar em palavras por eu saber a importância, dimensão e significado disso tudo. Muita coisa acumulada no breve espaço entre a cabeça e o coração. Eu sabia que devia ter cuidado para não explodir emoções, para não me rasgar e estilhaçar palavras.
Hoje eu encontrei a paz e a alegria tranquila, a alegria pacífica que eu precisava para tirar, aos poucos, cada pensamento que ocupa e quase lota minha cabeça. Preciso fazer isso para que novos pensamentos possam vir. Hoje eu me senti tão próxima a Deus que me tranquilizou e me deu mais Fé e me fez crer que tudo só pede um pouco de calma.
Ver o mar e o céu todo olhando pra mim, ventando por mim, sorrindo, foi como em segundos se desmanchasse toda a aflição que ocupava meu coração. Pensei em como sou apaixonada pelo bater forte do coração, do meu coração, do coração de outro alguém. Percebi que ainda tenho muita ânsia para matar e que preciso construir caminhos até meus objetivos. Nesses caminhos surpresas virão, músicas (me) tocarão, pessoas surgirão, pessoas sairão e o mais importante... os aprendizados, a cada segundo, a cada acelerada de coração.
Hoje pensei também na solidão que vem me acometendo dia ou outro. Algumas vezes desejada, outras vezes assustadora. Não sei ainda até que ponto isso é normal, ou bom, mas como toda experiência bem vivida, é enriquecedora. Não é fácil, chega a doer, mas tem me tornado mais forte, embora eu ainda não consiga ter certeza se tem, ou não, me endurecido. O fato é que estou disposta a honrar esse desafio.
Um atras do outro, estou batendo com força no peito para dizer que vou encarar cada um deles que me for proposto.
Percebi o quanto tenho que mudar meus hábitos, rever algumas atitudes e isso abrange desde o horário que acordo até o bom dia que falta eu dar, ou o pensamento maldoso em minha cabeça. Comecei a entender que algumas respostas podem estar me sendo dadas, acompanhadas de chances concretas para reconhecer isso.
Entendi muitas outras coias no que remete ao coração. Já é mais do que o tempo de deixar o passado ir. Mais do que concluir, eu preciso pôr em prática e acontecimentos me mostram isso. Estar com alguém por quem eu, supostamente, tenho o sentimento mais bonito, mas não me permitir por um segundo um milímetro, sequer, de envolvimento. Isso me fez ver que não vale tudo, nem mesmo muito, para manter o passado próximo a mim; E estar com alguém que mal me conhece, que não me deve nada e com quem não houve qualquer sentimento mais avassalador, mas que mostrou exatamente como é o prazer de uma boa companhia bem aproveitada.... Até que ponto mesmo vale a pena amarrar o passado ao presente?
Pois bem, esses são só alguns pensamentos soltos, sem qualquer ordem, mas com muito sentido, nascidos em meio a um pôr do sol, e um coração aliviado. Que os pássaros continuem a voar... Que os anjos continuem a protejer. Amém.
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