terça-feira, maio 28, 2013

O mundo e o amor.

Tem coisas que não precisam ser complicadas, mas até que a gente entenda isso, talvez tenha passado um bom tempo. Bem, acho que nem teria a mesma graça se fosse tão fácil assim. Amadurecer é difícil.
Ultimamente, o trecho de uma música tem se repetido na minha cabeça como um mantra. Só consigo pensar que se esse trecho for praticado diariamente, tudo fica tão melhor. "Quando se aprende a amar, o mundo passa a ser seu".


sexta-feira, janeiro 25, 2013

O mar cura


Quando eu era pequena e ia à praia com minhas tias lembro bem do que diziam, quando me recusava a entrar na água, por medo de algum ferimento, resultante das peripécias, arder. Diziam: o mar cura! É bom banhar de mar, a água do mar cura tudo! Diziam, ainda, que o mar levava tudo embora, pra longe.

Depois de anos sem coragem para entrar no mar, me sentei em frente a ele para pensar e, de fora, afogar ansiedade e aflição. A lembrança dessas frases de minhas tias me fez pensar: e de ferida no coração, o mar cura? E a confusão na cabeça, o mar leva?

Bem, quem nada tem a perder, poderia ter algo a ganhar. Após algumas tentativas de adentrar no mundaréu de águas, consegui...

SILÊNCIO

Por alguns segundos o coração silenciou, a cabeça silenciou e até o mar parecia calmo. Eu parecia estar entre o céu e o mar... literalmente. Prendi a respiração...

MERGULHEI

Por mais alguns segundos me deixei levar pelo mar, e em segundos ele me levou de mim mesma...

EMERGI

RESPIREI

OBSERVEI

SENTI... Calma...

É, tia, o mar cura.

quinta-feira, janeiro 24, 2013

Um par de asas...


...pode tanta coisa.

Pensamentos e preces.


Finalmente, depois de muitos dias, talvez meses, eu consegui um tempo e um lugar para acertar o ritmo do meu coração, que anda meio descompassado e acabou desafinando minha cabeça também. Entre acordes e repiques em tons e melodias diferentes o turbilhão de pensamentos e sentimentos confusos tomou conta dos meus dias, da minha vida.

Essa fase que tenho vivido de extremos não é fácil, embora eu saiba que será enriquecedora como é todo desafio. Me senti triste como havia muito tempo não me sentia, mas é como li recentemente: a tristeza tem seus motivos, tem suas vantagens, te leva a uma reflexão tão profunda que provavelmente alguma grande mudança sairá dali. É a lei da sobrevivência.

Esse ano também vivi os dias mais felizes e emocionantes da minha vida. Mais do que dias divertidos, vivi dias do Encontro. Foram incontáveis e tão extremos os sentimentos que tem me tomado que os pensamentos borbulharam em minha cabeça. Demoraram a se transformar em palavras por eu saber a importância, dimensão e significado disso tudo. Muita coisa acumulada no breve espaço entre a cabeça e o coração. Eu sabia que devia ter cuidado para não explodir emoções, para não me rasgar e estilhaçar palavras.

Hoje eu encontrei a paz e a alegria tranquila, a alegria pacífica que eu precisava para tirar, aos poucos, cada pensamento que ocupa e quase lota minha cabeça. Preciso fazer isso para que novos pensamentos possam vir. Hoje eu me senti tão próxima a Deus que me tranquilizou e me deu mais Fé e me fez crer que tudo só pede um pouco de calma.

Ver o mar e o céu todo olhando pra mim, ventando por mim, sorrindo, foi como em segundos se desmanchasse toda a aflição que ocupava meu coração. Pensei em como sou apaixonada pelo bater forte do coração, do meu coração, do coração de outro alguém. Percebi que ainda tenho muita ânsia para matar e que preciso construir caminhos até meus objetivos. Nesses caminhos surpresas virão, músicas (me) tocarão, pessoas surgirão, pessoas sairão e o mais importante... os aprendizados, a cada segundo, a cada acelerada de coração.

Hoje pensei também na solidão que vem me acometendo dia ou outro. Algumas vezes desejada, outras vezes assustadora. Não sei ainda até que ponto isso é normal, ou bom, mas como toda experiência bem vivida, é enriquecedora. Não é fácil, chega a doer, mas tem me tornado mais forte, embora eu ainda não consiga ter certeza se tem, ou não, me endurecido. O fato é que estou disposta a honrar esse desafio.
Um atras do outro, estou batendo com força no peito para dizer que vou encarar cada um deles que me for proposto.

Percebi o quanto tenho que mudar meus hábitos, rever algumas atitudes e isso abrange desde o horário que acordo até o bom dia que falta eu dar, ou o pensamento maldoso em minha cabeça. Comecei a entender que algumas respostas podem estar me sendo dadas, acompanhadas de chances concretas para reconhecer isso.

Entendi muitas outras coias no que remete ao coração. Já é mais do que o tempo de deixar o passado ir. Mais do que concluir, eu preciso pôr em prática e acontecimentos me mostram isso. Estar com alguém por quem eu, supostamente, tenho o sentimento mais bonito, mas não me permitir por um segundo um milímetro, sequer, de envolvimento. Isso me fez ver que não vale tudo, nem mesmo muito, para manter o passado próximo a mim; E estar com alguém que mal me conhece, que não me deve nada e com quem não houve qualquer sentimento mais avassalador, mas que mostrou exatamente como é o prazer de uma boa companhia bem aproveitada.... Até que ponto mesmo vale a pena amarrar o passado ao presente?

Pois bem, esses são só alguns pensamentos soltos, sem qualquer ordem, mas com muito sentido, nascidos em meio a um pôr do sol, e um coração aliviado. Que os pássaros continuem a voar... Que os anjos continuem a protejer. Amém.

quarta-feira, dezembro 05, 2012

Desencana



Desencana. Foi o que ouvi dizer. Chega a um ponto de tudo isso que não há mais nada a ser feito... NADA! Os caminhos foram exauridos, as possibilidades foram testadas, as chances esgotadas. Até o sofrer, até o drama pelo entender de que nada mais existe, perde o sentido e também de nada mais adianta. O vazio poderia ser tão, tão grande se não fosse o "desencana!". Livre de promessas, livre do "nunca mais", livre do "pra sempre" e, pelo menos por hoje, acreditando na única forma que existe para "bem sobreviver". Um dia de cada vez... e desencana!


terça-feira, março 27, 2012

Aqueles passos.


Primeiros passos nunca são fáceis. Na maioria das vezes, acaba sendo necessário um suporte, um empurrão, uma mão pra segurar. Nesse caminho, algumas das poucas certezas que temos são das quedas e das reerguidas, caso contrário, sequer poderíamos chamar de caminho, pois um passo e uma queda não seriam suficientes pra isso.
Seguir adiante, passar a página, mudar o disco, go ahead, continuar a direito. Chame como quiser, o objetivo de todas essas expressões é o mesmo: dar continuidade, mas por um novo caminho. Às vezes, nos prendemos a um ponto e, por mais que aquilo limite, atrapalhe e, de certa forma, até machuque, já estamos tão acostumados com aquela segurança, que acontece o erro de nos acomodarmos com o que não está bom. Chega um dia, porém, que você acorda inspirada e pensa que hoje é dia de tentar, de novo, pela alguma 'ésima' vez. Hoje é dia, seja lá qual for o resultado.
Sei que carregamos nas costas uma mochila cheia de histórias vividas e que não podemos decidir, simplesmente, por deixá-la em algum canto, e partir, como se nada tivesse acontecido ou tivesse sido deixado pra trás. A dificuldade está aí! Se não podemos abandonar essas memórias, como conviver com elas? A resposta, ao menos provisória, é que as lembranças vão ficando no fundo da mochila, para que as novas histórias, os novos momentos, os novos aprendizados tenham espaço e se acomodem na mochila, na na cabeça e, quem sabe, até no coração.
Começar, ou recomeçar, como preferir. Esse é o objetivo, sem que mágoa seja a motivação. É uma questão de sobrevivência, é uma questão de fazer por onde acontecer o objetivo de uma vida inteira, de chegar no final com histórias suficiente para escrever um livro, que com a leitura do qual, alguém possa rir e chorar. É uma questão de crescimento, de evolução e de aprendizado.
Sei que muitas vezes dei esse passo, de acordar inspirada e acreditar que 'hoje é um novo dia' e muitas vezes também levei a queda, que vinha logo em seguida, consequência da armação de alguma lembrança esperta. Mas os passos e as quedas não eram as poucas certezas que tínhamos nesse caminho? Então, que venham, porque hoje eu vou dar mais um passo, vou acatar a data do calendário e, a cada dia, a mochila está ficando mais cheia, sem, no entanto, ficar pesada.

quarta-feira, fevereiro 01, 2012

"A gente vai passar em Hollywood"


Hoje eu tive uma ideia. Vamos viajar. Eu e você e só. Ninguém precisa saber. Pros meus amigos, eu digo que vou ao sítio; pros seus amigos, você diz que foi visitar sua avó no interior. Os celulares? Desligados ou 'fora de área'. Vamos marcar uma data qualquer e preparar tudo em silêncio. Vou arrumar minha mala e você me pega em casa no final da tarde, para viajarmos durante a noite. Sim, viajar a noite é muito bom. A lua e as estrelas serão uma boa companhia. Escolheremos as melhores músicas e nossa viagem terá uma trilha sonora digna de Oscar. É, porque isso vai virar um filme no final das contas. Sem mudar nada, sem mudar os ângulos, os personagens, o cenário, a ação, a música. Tudo assim... perfeito! A gente vai cantar as melhores músicas em voz alta. Vamos ficar cansados e parar em qualquer hotel de beira de estrada até o amanhecer do dia seguinte. Vamos chegar ao nosso ponto, largar as malas e correr pra praia e só voltar pra casa na hora de dormir. Mas a gente vai achar que dormir será perda de tempo e vamos assistir ao sol nascer e conversar como velhos amigos. Vamos relembrar as melhores histórias, vamos falar da vida dos outros, vamos lembrar como era bom o tempo de colégio, vamos sentir saudades. O despertador vai tocar pra dizer que já é hora de voltar pra casa. Tomamos banho, refazemos as malas, e voltamos pro carro. Na volta, eu vou dormir...e vamos combinar que quando chegarmos aqui, tudo volta ao normal. Não nos falaremos, nem teremos notícias do outro... até a próxima viagem.

quarta-feira, janeiro 04, 2012

O vento de hoje.


Hoje eu não quero nada além de sossego. Os últimos dias foram conturbados, foram confusos e eu resolvi 'enfiar o pé na jaca' para não ter que lidar com os conflitos e questões que estavam em minha frente. Hoje, eu só peço, por favor, um pouco de silêncio. Não quero coração batendo forte e nem precisa estar aquecido, Hoje, eu só quero ficar num lugar onde eu possa pensar 'era aqui que eu queria estar'. Hoje, eu preciso pensar e dar os primeiros verdadeiros passos para um novo caminho. Hoje eu entendi que, por maior que seja a urgência, por mais que exista pressa, por mais que algumas vezes sufoque, só o tempo trará a solução. O tempo vai tratar de, até com certa magia, botar as coisas em seu lugar e eu vou me deixando levar pelo vento. O vento que vai arrumar meus cabelos e não mais despentear. O vento que vai me balançar e pôr pra dormir, com a calma que me foi roubada. O vento que vai aquecer, o que está gelando aqui dentro.