terça-feira, outubro 16, 2007

Esboçando sorriso

Foi com a intensidade de um raio, com a lentidão de câmera lenta,
posta ali, num canto estratégico, para pegar todos os ângulos e detalhes,
sorrisos sinceros de amor passageiro, intenso.
O silêncio que estava ali foi a música perfeita, em sequencia correta, a música que apareceu foi como onda, que levou tudo o que aconteceu, no sentido anti-horário, para ao invés de longe, perto.
O espiral de palavras e sentimentos que resultou num conjunto perfeito de fatos, num local fechado, local nosso.
Não soube de pecado, não soube de erros, apenas de acertos vividos com vontade.
Não sinto preguiça de pensar, sonhar, de viajar por alguns instantes para locais que até então não viajaria por um bilhete sorteado de loteria.

Gostei de me encostar, deitar num espaço pequeno de corpo e apenas sair de mim por minutos, que no relógio passava com velocidade da luz, mas eu vivia em câmera lenta, tudo lento e entorpecido.

Lembrando de cada detalhe, assistindo o filme da câmera estratégica é que esboço sorriso, lento também, sutil, de forma que ninguém perceba no que penso, do que me recordo, do filme que assisto, filme esse um tanto frustrante, que não passa com tantos detalhes esperados, o vivido, sentido, com tantas visões, toques, audições, que só duas pessoas em todo o invotório humano da Terra sabem e viveram.

Eu que andava longe, desligada, off, acordei com um raio do sol logo no nascer do dia, e não durmi mais, o despertador quebrou, ou apenas não ouço nada mais.

E agora que está longe, eu só ando esboçando meu sorriso por ai, e pessoas coadjuvantes não imaginam a que se refere, apenas pensam ser um sinal de simpatia.

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