quarta-feira, março 19, 2008

Abrindo uma velha garrafa vazia

Levando para um lado mais racional da metáfora, quando se abre uma tal garrafa velha e vazia o máximo que pode sair de dentro é ar, talvez alguns pequenos animais, mas no meu caso, foi só o primeiro.
É quase exatamente como ar que me sinto hoje, não há nada que me prenda, pode tentar me apertar entre suas mãos e braços, não adiantará, assim como não adianta você plantar margaridas no deserto, no seco, onde não há nada para alimentar, onde existe apenas o calor do sol, que queima sem piedade.
Pode parecer estranho, mas aquela garrafa onde o ar estava preso e que não circulava foi aberta e o ar pôde respirar o próprio ar, pôde ver que o mundo não se limita ao limite que os outros impõe, e além disso percebeu que poderia se dissipar, ficar um pouquinho em cada lugar, flutuando, e subir, subir, subir… até a camada mais quente de ar da Terra, para aí sim sentir um calor não necessáriamente humano, mas necessáriamente verdadeiro.

Um comentário:

Fragmentos disse...

Eu tinha muito medo de libertar o que estava guardado dentro de mim ou de uma garrafa que eu tbm tinha ..Até que um dia resolvi e foi a melhor coisa que me aconteceu...
mil beijosssss!!!!