Segunda-feira, Junho 07, 2010
[07.06.2010]
Como venho fazendo desde 2007, hoje, dia 23 de agosto, tem a boa e velha cartinha. Eu sei e não precisa me lembrar que não estamos mais no colégio, que o ensino médio passou, que 19 anos já não é mais idade pra cartinhas e que não temos o mesmo contato de antes. No entanto, mesmo com esses "contras", resolvi escrever.
Na verdade, primeiro eu pensei em não escrever nada, depois pensei em escrever algo pequeno, com o típico "Feliz aniversário! Tudo de bom pra você hoje e sempre!" mas, sinceramente, não gosto desse tipo de "parabéns", acho clichê e impessoal demais; resolvi, então, ir escrevendo aos poucos o que fosse aparecendo na minha cabeça. Resultado: desde o dia 7 de junho estou nessa...
Sei que tu não dá tanta importância a aniversários, comemorações, bolos e velas. Eu concordo! Mas sou filha do meu pai e aniversário pra ele é isso daí e mais! Porém, esse "teu" dia do ano é bom por ser uma data que a gente lembra e pode usar como desculpa para mostrar, sem parecer tão sentimental (será?), o quanto queremos bem essa pessoa que envelhece, ou amadurece, como preferir.
Como venho fazendo desde 2007, hoje, dia 23 de agosto, tem a boa e velha cartinha. Eu sei e não precisa me lembrar que não estamos mais no colégio, que o ensino médio passou, que 19 anos já não é mais idade pra cartinhas e que não temos o mesmo contato de antes. No entanto, mesmo com esses "contras", resolvi escrever.
Na verdade, primeiro eu pensei em não escrever nada, depois pensei em escrever algo pequeno, com o típico "Feliz aniversário! Tudo de bom pra você hoje e sempre!" mas, sinceramente, não gosto desse tipo de "parabéns", acho clichê e impessoal demais; resolvi, então, ir escrevendo aos poucos o que fosse aparecendo na minha cabeça. Resultado: desde o dia 7 de junho estou nessa...
Sei que tu não dá tanta importância a aniversários, comemorações, bolos e velas. Eu concordo! Mas sou filha do meu pai e aniversário pra ele é isso daí e mais! Porém, esse "teu" dia do ano é bom por ser uma data que a gente lembra e pode usar como desculpa para mostrar, sem parecer tão sentimental (será?), o quanto queremos bem essa pessoa que envelhece, ou amadurece, como preferir.
Domingo, Junho 20, 2010
[20.06.2010]
Hoje foi o sítio, eu ainda fico sem jeito e não sei como agir sendo 'distante' de ti e acabo preferindo ficar na minha, mesmo com vontade de falar mais contigo.
Ultimamente, eu estou numa fase de "análise-filósófica-psicologica-reflexiva", ou seja, estou pensando demais! E uma das coisas que pensei foi no motivo para, mesmo estando tão mais distantes, eu não me permitir não te escrever isso. Cheguei a algumas conclusões.
Tu lembra que uma vez o Albino falou pra ti que tu era uma pessoa boa, que tinha vocação pra vida eclesiástica, hauhau (foi isso? Não lembro bem, mas foi algo assim). Tu deve lembrar também, que uma vez teu tio falou que tu era um cara diferente, que ia ser o novo "vovô" e outras coisas mais. Tu até disse: "Eu não acho que sou isso tudo, maaaas tão dizendo aí, né".
Bem, eu também já te falei que gostei de três pessoas na minha vida, mas que contigo era muito diferente, que não sabia explicar porque, ou como era e muito menos eu conseguiria medir, porque, definitivamente, é um negoço meio sem tamanho, ou com tamanho demais. Enfim, vou deixar sem definição, por enquanto. Continuando a "conversa", eu cheguei a algumas conclusões:
Percebi que do Lucas eu gostava pelo que ele me ensinava, pela figura mais de "professor" do que de qualquer outra coisa, até pela questão da idade. Muita coisa do que eu trago comigo hoje, em relação a caráter e outras coisas, ele me ensinou e sequer foi na prática, foi mesmo dizendo "isso é certo" "isso não é certo" "o melhor jeito é assim...", fora as vezes que eu me espelhei nas atitudes dele pra fazer minhas escolhas. Hoje, pra mim, ele é uma mistura de 'amigo, pai e professor' ao mesmo tempo, por quem eu tenho um carinho e respeito enormes.
O Rafael eu posso dizer que gostava dele pelo que ele fazia por mim e pelo jeito que ele fazia eu me sentir. Era aquele que estava comigo sempre, a qualquer hora. Não que ele fosse uma má pessoa ou desmerecedor do meu sentimento, pelo contrário! Ele foi o cara certo, no momento certo, que fez as coisas certas, e que me deu o que eu precisava ou, no mínimo, se esforçou bastante pra isso. Mas, simplesmente, com o tempo eu vi que ele não era a pessoa certa pra mim e que eu não era tão apaixonada por ele, como um dia pensei que fosse. Eu fui MUITO egoísta com ele. Isso resultou numa das maiores culpas que já carreguei comigo. Culpa das grandes mesmo, que só eu e Deus sabemos e culpa é um sentimento horrível, horrível. O que eu devo ter feito ele sofrer, eu paguei pelo menos uma parte, mas na minha, porque eu sabia de quem era a culpa, mas isso serviu pra eu aprender. Foi com essa experiência que eu aprendi a ter cuidado com o sentimento dos outros também, que da mesma maneira que eu poderia me magoar, poderia magoar o outro. Só de pensar em fazer mal a alguém que gosto de verdade é uma coisa que me faz passar mal.
Agora chegamos ao ponto: tu! Como eu falei, contigo as coisas foram diferentes e depois de mais um pouco de filosofia eu vi que era porque de ti eu gostei, simplesmente, porque tu é tu. Eu sei, é redundante, mas é isso! De ti, eu gostei pela pessoa que tu é e ponto. Foi aí que eu percebi que atrás da complexidade do que eu já tinha vivido (não que seja TANTO, eu aguento mais pela frente) existia a simplicidade da coisa, de que o verdadeiro gostar é quando é pela pessoa em si e não apenas pelo que ela te ensina ou pelo que te faz sentir.
E é aqui que me junto a Albino e a teu tio.
Terça-feira, Junho 22, 2010
[20.06.2010]
Hoje foi o sítio, eu ainda fico sem jeito e não sei como agir sendo 'distante' de ti e acabo preferindo ficar na minha, mesmo com vontade de falar mais contigo.
Ultimamente, eu estou numa fase de "análise-filósófica-psicologica-reflexiva", ou seja, estou pensando demais! E uma das coisas que pensei foi no motivo para, mesmo estando tão mais distantes, eu não me permitir não te escrever isso. Cheguei a algumas conclusões.
Tu lembra que uma vez o Albino falou pra ti que tu era uma pessoa boa, que tinha vocação pra vida eclesiástica, hauhau (foi isso? Não lembro bem, mas foi algo assim). Tu deve lembrar também, que uma vez teu tio falou que tu era um cara diferente, que ia ser o novo "vovô" e outras coisas mais. Tu até disse: "Eu não acho que sou isso tudo, maaaas tão dizendo aí, né".
Bem, eu também já te falei que gostei de três pessoas na minha vida, mas que contigo era muito diferente, que não sabia explicar porque, ou como era e muito menos eu conseguiria medir, porque, definitivamente, é um negoço meio sem tamanho, ou com tamanho demais. Enfim, vou deixar sem definição, por enquanto. Continuando a "conversa", eu cheguei a algumas conclusões:
Percebi que do Lucas eu gostava pelo que ele me ensinava, pela figura mais de "professor" do que de qualquer outra coisa, até pela questão da idade. Muita coisa do que eu trago comigo hoje, em relação a caráter e outras coisas, ele me ensinou e sequer foi na prática, foi mesmo dizendo "isso é certo" "isso não é certo" "o melhor jeito é assim...", fora as vezes que eu me espelhei nas atitudes dele pra fazer minhas escolhas. Hoje, pra mim, ele é uma mistura de 'amigo, pai e professor' ao mesmo tempo, por quem eu tenho um carinho e respeito enormes.
O Rafael eu posso dizer que gostava dele pelo que ele fazia por mim e pelo jeito que ele fazia eu me sentir. Era aquele que estava comigo sempre, a qualquer hora. Não que ele fosse uma má pessoa ou desmerecedor do meu sentimento, pelo contrário! Ele foi o cara certo, no momento certo, que fez as coisas certas, e que me deu o que eu precisava ou, no mínimo, se esforçou bastante pra isso. Mas, simplesmente, com o tempo eu vi que ele não era a pessoa certa pra mim e que eu não era tão apaixonada por ele, como um dia pensei que fosse. Eu fui MUITO egoísta com ele. Isso resultou numa das maiores culpas que já carreguei comigo. Culpa das grandes mesmo, que só eu e Deus sabemos e culpa é um sentimento horrível, horrível. O que eu devo ter feito ele sofrer, eu paguei pelo menos uma parte, mas na minha, porque eu sabia de quem era a culpa, mas isso serviu pra eu aprender. Foi com essa experiência que eu aprendi a ter cuidado com o sentimento dos outros também, que da mesma maneira que eu poderia me magoar, poderia magoar o outro. Só de pensar em fazer mal a alguém que gosto de verdade é uma coisa que me faz passar mal.
Agora chegamos ao ponto: tu! Como eu falei, contigo as coisas foram diferentes e depois de mais um pouco de filosofia eu vi que era porque de ti eu gostei, simplesmente, porque tu é tu. Eu sei, é redundante, mas é isso! De ti, eu gostei pela pessoa que tu é e ponto. Foi aí que eu percebi que atrás da complexidade do que eu já tinha vivido (não que seja TANTO, eu aguento mais pela frente) existia a simplicidade da coisa, de que o verdadeiro gostar é quando é pela pessoa em si e não apenas pelo que ela te ensina ou pelo que te faz sentir.
E é aqui que me junto a Albino e a teu tio.
Terça-feira, Junho 22, 2010
[22.06.2010]
Não, isso não é uma declaração meesmo, pro seu desânimo! Haha :)
Hoje eu sai com o Kiwi e tive uma 'luz' de um dos pequenos motivo pra eu me sentir assim em relação a ti. Não que ele tenha falado da tua vida pra mim, por favor! Primeiro porque eu não perguntei e nem perguntaria e segundo porque ele é teu amigo.
Eu faço questão de deixar bem claro que, sim, tu é um cara diferente, pelo menos pra mim. Não sei se tu sabe o quanto, mas o quanto mesmo, te quero bem, quero teu bem. Não me importa se tu tá perto ou longe, se tá gordo ou magro, se tá rico ou pobre, se é meu amigo se não é mais (se bem que a verdadeira amizade independe das circunstâncias e com a minha tu pode contar), se me liga ou não, se tá comigo ou não. Sabe, isso tudo me parece tão tão insignificante, qualquer uma dessas coisas que, cara, eu só sei que tu é uma das pessoas mais especiais que já passaram na minha vida, sem ser exagerada, mesmo parecendo ser.
Eu não sei, mesmo tendo a sensação de que ainda estamos ”juntos “, de alguma maneira (talvez eu esteja me apegando a essa idéia pra não aceitar o que , de fato vem acontecendo) acho que agora, mais do que qualquer outra vez, cada um vai seguir seus caminhos. Tu quer se soltar, eu quero me soltar. Tu quer conhecer o mundo. Eu quero um pouco do mundo pra mim também. Tu quer coisas novas. Eu, mais do que em qualquer outra época da minha vida, também quero o novo, quero o inesperado, quero aprender, quero ficar um pouco sozinha, talvez seja egoísmo e muita gente não entende, mas eu fico bem sozinha, gosto de estar um pouco sozinha e acho que tu é uma das poucas pessoas que entendem isso, e tenho quase certeza de que é porque tu se sente mais ou menos assim também, não sei né! E me dá um alívio saber que UMA pessoa no mundo sabe o que é isso, talvez até mais do que eu.
Acho que no tempo que ficamos juntos foi, de certo modo, pra não nos perdermos. Confesso que senti certo medo quando chegou a hora que terminou de verdade, porque sabia que, quando acabasse, não ia ter mais convivência de colégio pra dar jeito, não ia ter remédio, não tinha outro modo. Eu gostava de estar contigo. Eu deixava pra lá, mas sabia que não estava na hora de ’estar contigo‘. Eu fazia isso de não querer ver porque não queria abrir mão de estar contigo, não queria abrir mão da tua companhia que eu tanto gostava, abrir mão de tanta coisa, sabe? Eu pensava que seria como desistir de algo que eu tanto quis, por tanto tempo e que eu ainda queria, mas que simplesmente, não estava acontecendo.
Não, isso não é uma declaração meesmo, pro seu desânimo! Haha :)
Hoje eu sai com o Kiwi e tive uma 'luz' de um dos pequenos motivo pra eu me sentir assim em relação a ti. Não que ele tenha falado da tua vida pra mim, por favor! Primeiro porque eu não perguntei e nem perguntaria e segundo porque ele é teu amigo.
Eu faço questão de deixar bem claro que, sim, tu é um cara diferente, pelo menos pra mim. Não sei se tu sabe o quanto, mas o quanto mesmo, te quero bem, quero teu bem. Não me importa se tu tá perto ou longe, se tá gordo ou magro, se tá rico ou pobre, se é meu amigo se não é mais (se bem que a verdadeira amizade independe das circunstâncias e com a minha tu pode contar), se me liga ou não, se tá comigo ou não. Sabe, isso tudo me parece tão tão insignificante, qualquer uma dessas coisas que, cara, eu só sei que tu é uma das pessoas mais especiais que já passaram na minha vida, sem ser exagerada, mesmo parecendo ser.
Eu não sei, mesmo tendo a sensação de que ainda estamos ”juntos “, de alguma maneira (talvez eu esteja me apegando a essa idéia pra não aceitar o que , de fato vem acontecendo) acho que agora, mais do que qualquer outra vez, cada um vai seguir seus caminhos. Tu quer se soltar, eu quero me soltar. Tu quer conhecer o mundo. Eu quero um pouco do mundo pra mim também. Tu quer coisas novas. Eu, mais do que em qualquer outra época da minha vida, também quero o novo, quero o inesperado, quero aprender, quero ficar um pouco sozinha, talvez seja egoísmo e muita gente não entende, mas eu fico bem sozinha, gosto de estar um pouco sozinha e acho que tu é uma das poucas pessoas que entendem isso, e tenho quase certeza de que é porque tu se sente mais ou menos assim também, não sei né! E me dá um alívio saber que UMA pessoa no mundo sabe o que é isso, talvez até mais do que eu.
Acho que no tempo que ficamos juntos foi, de certo modo, pra não nos perdermos. Confesso que senti certo medo quando chegou a hora que terminou de verdade, porque sabia que, quando acabasse, não ia ter mais convivência de colégio pra dar jeito, não ia ter remédio, não tinha outro modo. Eu gostava de estar contigo. Eu deixava pra lá, mas sabia que não estava na hora de ’estar contigo‘. Eu fazia isso de não querer ver porque não queria abrir mão de estar contigo, não queria abrir mão da tua companhia que eu tanto gostava, abrir mão de tanta coisa, sabe? Eu pensava que seria como desistir de algo que eu tanto quis, por tanto tempo e que eu ainda queria, mas que simplesmente, não estava acontecendo.
Quinta-feira, Junho 24, 2010
[24.06.10]
Quero esclarecer também que isso não é uma tentativa de dizer: "Ah, eu nem queria mesmo!". Não é. Na época, eu queria sim, mas hoje vejo que foi feita a coisa certa, que foi melhor pra ti e pra mim porque se não estivesse bom pra ti, NUNCA seria bom pra mim também. Diferente do que eu falei no MSN: 'se vai ser melhor pra ti... '. Não valeria a pena continuar se não estivesse bom pros dois lados.
O que eu quero dizer é que não existe mágoa NENHUMA, nem raivinha, nem aquela dor de cotovelo, sabe?! Nada disso! Tu continua a ser pra mim o cara mais besta do mundo e que, definitivamente, me faz feliz por existir. Tu não sabe o quanto.
Eu não quis deixar explícito no começo da carta pra, sei lá, tu não estranhar e pensar que eu tou 'correndo atrás de ti' , mas, cara, eu tenho tanta coisa pra falar, dessas coisas que não se diz todo dia, que só aparece coragem pra falar quando acontece alguma coisa mais importante, que eu sempre tentei dizer mas não sei se o fiz alguma vez com clareza porque eu não sei te desejar um feliz aniversário, eu não sei dizer o quanto gosto de ti, não sei definir nada disso, sabe?! O resumo pra isso tudo é que eu te amo. (repito, isso não é uma declaração, apesar de parecer!)
Tou aflita de tentar explicar isso, porque eu não consigo! Sabe o que é querer o bem de uma pessoa independente de TUDO cara, tudo... sabe o que é ficar feliz com as coisas mais bestas de uma pessoa, as coisas mínimas mesmo, com o jeito de abraçar, com o jeito mongol de sorrir que dá a velha mexidinha na orelha, com achar lindo ate quando ta feio, de ter o sorriso maaaaaais fácil do mundo quando tá contigo, de não precisar falar nada quando tá perto, de tentar adivinhar internamente qual piada tu vai fazer, de achar teu abraço o melhor lugar pra ficar, de sei lá, não sei explicar o que é isso, de verdade. Só que é muito muito verdadeiro mesmo isso que eu trago comigo em relação a ti e é só teu, desde o comecinho, quando a gente começou a virar amigos.
Quero esclarecer também que isso não é uma tentativa de dizer: "Ah, eu nem queria mesmo!". Não é. Na época, eu queria sim, mas hoje vejo que foi feita a coisa certa, que foi melhor pra ti e pra mim porque se não estivesse bom pra ti, NUNCA seria bom pra mim também. Diferente do que eu falei no MSN: 'se vai ser melhor pra ti... '. Não valeria a pena continuar se não estivesse bom pros dois lados.
O que eu quero dizer é que não existe mágoa NENHUMA, nem raivinha, nem aquela dor de cotovelo, sabe?! Nada disso! Tu continua a ser pra mim o cara mais besta do mundo e que, definitivamente, me faz feliz por existir. Tu não sabe o quanto.
Eu não quis deixar explícito no começo da carta pra, sei lá, tu não estranhar e pensar que eu tou 'correndo atrás de ti' , mas, cara, eu tenho tanta coisa pra falar, dessas coisas que não se diz todo dia, que só aparece coragem pra falar quando acontece alguma coisa mais importante, que eu sempre tentei dizer mas não sei se o fiz alguma vez com clareza porque eu não sei te desejar um feliz aniversário, eu não sei dizer o quanto gosto de ti, não sei definir nada disso, sabe?! O resumo pra isso tudo é que eu te amo. (repito, isso não é uma declaração, apesar de parecer!)
Tou aflita de tentar explicar isso, porque eu não consigo! Sabe o que é querer o bem de uma pessoa independente de TUDO cara, tudo... sabe o que é ficar feliz com as coisas mais bestas de uma pessoa, as coisas mínimas mesmo, com o jeito de abraçar, com o jeito mongol de sorrir que dá a velha mexidinha na orelha, com achar lindo ate quando ta feio, de ter o sorriso maaaaaais fácil do mundo quando tá contigo, de não precisar falar nada quando tá perto, de tentar adivinhar internamente qual piada tu vai fazer, de achar teu abraço o melhor lugar pra ficar, de sei lá, não sei explicar o que é isso, de verdade. Só que é muito muito verdadeiro mesmo isso que eu trago comigo em relação a ti e é só teu, desde o comecinho, quando a gente começou a virar amigos.
"deixa eu te dizer antes que o ônibus parta que você cresceu em mim de um jeito completamente insuspeitado, assim como se você fosse apenas uma semente e eu plantasse você esperando ver uma plantinha qualquer, pequena, rala, uma avenca, talvez samambaia, no máximo uma roseira, é, não estou sendo agressivo não, esperava de você apenas coisas assim, avenca, samambaia, roseira, mas nunca, em nenhum momento essa coisa enorme que me obrigou a abrir todas as janelas, e depois as portas, e pouco a pouco derrubar todas as paredes e arrancar o telhado para que você crescesse livremente, você não cresceria se eu a mantivesse presa num pequeno vaso, eu compreendi a tempo que você precisava de muito espaço" Caio Fernando Abreu
domingo, Junho 27, 2010
[27.06.2010]
Depois de um final de semana quase todo com tua ’participação‘ (final de semana que o Ham Ham chegou). Ah, tou com preguiça, tem muita coisa pra escrever, vou dormir.
Depois de um final de semana quase todo com tua ’participação‘ (final de semana que o Ham Ham chegou). Ah, tou com preguiça, tem muita coisa pra escrever, vou dormir.
Quinta-feira, Julho 1, 2010
[01.07.2010]
É, de fato ocorreram algumas mudanças de plano e o que era pra ser uma carta de aniversário não vai ser mais e no aniversário eu penso depois. O motivo pra essa mudança, tu deve saber.
Enfim, acho que eu não vou conseguir te dizer a metade do que era pra ter dito no final das contas, mas o que a gente conversou só me fez ter mais certeza ainda de tudo o que eu falei aqui e como eu não sei falar essas coisas pessoalmente, porque eu sempre me perco, talvez essa cartita sirva como uma confirmação pra ti do que foi dito e de que tu pode sim ter esse negoço de querer sempre ficar sozinho, de não conseguir se prender a ninguém, mas que, de verdade, eu vou tá por aqui sempre, mesmo que seja só pra um abraço, pra uma conversa, pra qualquer coisa que te faça se sentir bem, melhor, confortável e que assim tu vá levando.
Tu falou que acha que tá perdendo as pessoas que gostam de ti, ou algo assim, mas cara, sério mesmo, acho que se tu tivesse me perdendo eu não estaria escrevendo essas coisas desde faz uns dias. Eu afirmo, reafirmo, repito, reforço que tu é uma das pessoas mais importantes pra mim mesmo, e que eu não te deixaria assim fácil. Eu tou na minha, quieta, respeito muito isso de tu querer ficar sozinho. Não gosto, não quero e não vou invadir o espaço de ninguém, mas pode acreditar que estou por perto. (Eitan, macabro né? Parece coisa de alma... heiuheiuheuie). ”Aonde quer que eu vá, levo você (...)“.
É, de fato ocorreram algumas mudanças de plano e o que era pra ser uma carta de aniversário não vai ser mais e no aniversário eu penso depois. O motivo pra essa mudança, tu deve saber.
Enfim, acho que eu não vou conseguir te dizer a metade do que era pra ter dito no final das contas, mas o que a gente conversou só me fez ter mais certeza ainda de tudo o que eu falei aqui e como eu não sei falar essas coisas pessoalmente, porque eu sempre me perco, talvez essa cartita sirva como uma confirmação pra ti do que foi dito e de que tu pode sim ter esse negoço de querer sempre ficar sozinho, de não conseguir se prender a ninguém, mas que, de verdade, eu vou tá por aqui sempre, mesmo que seja só pra um abraço, pra uma conversa, pra qualquer coisa que te faça se sentir bem, melhor, confortável e que assim tu vá levando.
Tu falou que acha que tá perdendo as pessoas que gostam de ti, ou algo assim, mas cara, sério mesmo, acho que se tu tivesse me perdendo eu não estaria escrevendo essas coisas desde faz uns dias. Eu afirmo, reafirmo, repito, reforço que tu é uma das pessoas mais importantes pra mim mesmo, e que eu não te deixaria assim fácil. Eu tou na minha, quieta, respeito muito isso de tu querer ficar sozinho. Não gosto, não quero e não vou invadir o espaço de ninguém, mas pode acreditar que estou por perto. (Eitan, macabro né? Parece coisa de alma... heiuheiuheuie). ”Aonde quer que eu vá, levo você (...)“.
E, sim, é bom saber que toda a saudade que eu senti não era só minha, porque ela era muito, muito, muito grande pra eu carregar sozinha.
Te aminho, da maneira mais 3D possível :)
B.
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