Eu sabia que algo me faltaria daquele dia em diante. Os dias com os quais me acostumei por quatro anos passariam agora em formas de fotos, com um tom sépia, lembranças, recordações e todos os outros sinônimos. Elas estariam em todos os cantos. Eu também sabia que isso me deixaria um pouco aflita. Isso de sentir alguém em todos os lugares e não poder ver, pelo simples fato de esse alguém não estar ali. Uma procura incessante por algo ou alguém que você sabe que não vai achar. No começo, minha força foi suficiente pra amarrar as lágrimas, soltar um sorriso pequeno e de canto, mas o tempo está passando, agora! Denovo! Lá vai ele... sem esperar. Então eu, finalmente, resolvi aceitar que as coisas seriam diferentes dessa vez. Isso dá um medo, principalmente quando não se sabe até quando isso vai, até onde isso vai dar, até onde sua ausência vai alcançar. Acho que desaprendi a viver sem sua companhia. É um vazio enorme, que deixa um ôco dentro da mim que cresce até criar um eco e a única coisa que ouvimos o dia inteiro é: SAUDADE DADE DADE! SAUDADE DADE DADE!! E cada ecoar dessa palavra gela minhas mãos, porque me faz pensar que está na hora de começar a me acostumar com a presença da sua falta.
Não sei porque, mas a sensação de que estamos juntos não sai de mim, talvez eu esteja me apegando a ela pra desistir do caminho da realidade, do caminho das pedras. Não quero desistir de você.
Quero esquecer que disse que iria contrariar Lulu Santos, que disse 'E eu não vou me dar ao luxo de te perder!'. Eu concordo com ele, pronto! Eu também não quero me dar ao luxo de te perder.
E a essa altura, as lágrimas conseguiram uma força maior... e não tem cordas que dêm conta.
Isso tudo é saudade. Morro de saudades, morro de saudades e dói tanto.
sábado, junho 05, 2010
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